Como a Cultura, a mídia, a moda, interferem na formação da auto imagem?

2012/11/06 § Deixe um comentário

Desde a boneca Barbie, presente na vida de 9 em cada 10 meninas e que, projetada em escala é inviável biologicamente falando, até as revistas de moda, desfiles, publicidade, novelas, cinema, fotografias etc, há supervalorização da magreza e do que a magreza pode fazer pela mulher, o que a torna cada vez mais longilínea. Todas as Misses de 1970 para cá tem IMC abaixo de 18. A Miss Suécia de 1951 tinha 1,71m de estatura, pesava 68,5 kg, correspondendo a um IMC de 23,4 que, embora normal, seria lamentado por qualquer mulher, estilista, publicitário, produtor de novela, fotógrafo, professor de educação física do nosso tempo, que a conclamariam a emagrecer. Já a Miss Suécia de 1980 tinha 1,75 m, pesava 49 kg e 16,05 de IMC! Minha querida Gisele Bündchen tem 1,79 m pesa 53 kg e IMC de 16,5. Mas aí está a questão: Gisele É NATURALMENTE ASSIM! SUA ESTRUTURA É ASSIM! GENÉTICAMENTE É FEITA DESTA FORMA! É uma exceção e NÃO REGRA GERAL! Como o campeão mundial dos 100m: É UMA EXCESSÃO! O absurdo é transformá-los em padrão.
A imensa maioria das heroínas da TV é excepcionalmente magra. Apenas 5 % estão acima do peso e em papéis jocosos ou caricatos. Assistimos de 400 a 600 comerciais/anúncios/propagandas/dia, todos com imagens femininas idealizadas, exageradamente magras, se tomadas como padrão.
Modelos exercem enorme influência sobre as adolescentes de forma geral e sobre a maneira que se sentem em relação ao próprio corpo. Vários estudos têm sido feito a respeito de como se sentem as adolescentes em relação ao próprio corpo comparando-se com modelos, influenciando-as a um emagrecimento antinatural e excessivo. Meninas que lêem freqüentemente revistas de moda têm de duas a três vezes mais chances de apelar para dietas restritivas a fim de perderem peso, mesmo aquelas que estão dentro de peso normal para a idade e a estrutura.
Desta forma, um padrão idealizado (e se é idealizado não é normal e, portanto, não é padrão) é passada em estímulos explícitos, encobertos e subliminares para as pessoas, especialmente para a mulher, que passa associar, como uma lei, sucesso pessoal, social, profissional, afetivo, enfim, a aceitação de modo geral, com imagens inviáveis de magreza, esquecendo-se do próprio biotipo e à própria estrutura física.

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