CORPO PERFEITO

2011/10/22 § Deixe um comentário

A morfologia feminina desejada mudou, em parte devido à prosperidade e ao avanço social das mulheres. No renascimento, houve o resgate do ideal grego-romano, o corpo tinha um papel importante nos valores da sociedade ocidental. Foi nessa época que as mulheres gordinhas se tornaram referências de beleza. Uns quilinhos a mais pesavam como sinônimo de saúde , resistência a infecções e fertilidade.

Nos anos 1920, as beldades já se pareciam mais com as de hoje do que com a rechonchuda Marilyn Monroe da década de 1950, que chamava todas as atenções com suas curvas sinuosas, cinturinha de pilão e quadris largos. Esse tipo físico de mulher emplacou sem contestações até os anos 1960, quando o padrão de beleza se alterou ao corpo magérrimo e os desfiles da moda internacionais passaram a glorificar a “mulher-cabide”: cheia de osso, pernas finas e nenhuma abundância nos seios.

Segundo o filósofo francês Gilles Lipovetsky-Autor do livro O Império do Efêmero – a forma magra é extremamente libertadora para mulheres, porque, anteriormente, as formas arredondadas simbolizavam a maternidade, ou seja, o papel reprodutor de uma mulher. A magreza foi, então, uma maneira de se livrar dessa imposição secular. Mas o assunto tomou tais proporções que ficou fora de controle. Posada nas revistas ou desfilada nas passarelas, a magreza fez que tornasse cada vez mais comum os distúrbios alimentares, com ocorrência de diagnósticos de anorexia nervosa e bulimia.

A verdade é que o perfil latino-americano de beleza mudou muito. A ideia do corpo feminino desenhado com seios pequenos e quadris largos adquiriu um pouco de padrão americano, das mamas grandes, com um forte apelo sexual.

Valores sócios e culturais são determinantes para a definição de beleza de cada um. Entretanto, pesquisas indicam que 37% das brasileiras estão insatisfeita com o próprio corpo.

A busca pela satisfação permanente supre a dificuldade em lidar com as carências, e encontrar na ciência objetos de consumo para oculta-las, “em vez de questionar e compreender a função dessas angustia num momento especifico da vida”, reflete.

 “A busca por defeitos, a ilusão da perfeição”.

Fica a dica!

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